Luz verde para ligações aéreas. Governo açoriano anuncia levantamento de restrições ao aeroporto da Horta

Luz verde para ligações aéreas. Governo açoriano anuncia levantamento de restrições ao aeroporto da Horta

A decisão acontece após uma reunião em que participaram várias partes envolvidas como a ANAC e ANA - Aeroportos.

Lusa /
Foto: Nuno Patrício - RTP

As restrições impostas pela Autoridade Nacional da Aviação Civil (ANAC) à pista do aeroporto da Horta já foram levantadas e as operações poderão decorrer sem limitações a partir de quarta-feira, revelou hoje o Governo dos Açores.

Segundo avançou à agência Lusa a secretária do Turismo, Mobilidade e Infraestruturas do Governo Regional (PSD/CDS-PP/PPM) foram "levantadas as limitações que a ANAC tinha imposto" na operação do único aeroporto da ilha do Faial.

Segundo Berta Cabral, com o levantamento das restrições, as ligações aéreas poderão decorrer sem limitações a partir de quarta-feira.

A decisão acontece depois ter sido realizada uma reunião na tarde de hoje em que participaram várias partes envolvidas como a ANAC e ANA - Aeroportos.

Em causa está a publicação de um aviso ou `notam` (notice to air mission) às companhias aéreas, lançado na sexta-feira pela ANAC, que adverte para as restrições na operacionalidade do Aeroporto da Horta, na ilha do Faial, devido à degradação do piso nas cabeceiras da pista, sobretudo em condições de piso molhado, que poderão dificultar a operação dos aviões A320 da Azores Airlines, que operam na rota Lisboa/Horta.

Desde segunda-feira que as ligações aéreas entre Lisboa e Horta foram obrigadas a divergir para o Aeroporto do Pico, obrigando os passageiros a uma viagem de avião entre as ilhas do Faial e do Pico, na sequência do aviso da ANAC.

Hoje, o presidente da Câmara Municipal da Horta manifestou preocupação com as restrições à operacionalidade do aeroporto daquela ilha açoriana e alertou para o impacto na "continuidade territorial" e na "mobilidade dos faialenses".

Estas restrições à operação no Aeroporto da Horta estão a geraram uma onda de protestos na ilha, não apenas por condicionarem a mobilidade dos residentes, mas também por penalizarem o Faial enquanto destino turístico.

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